VALERIA CUNHA PATAXÓ É A CONVIDADA DO BLOG NO QUADRO "MODA E POLÍTICA". VEM CONFERIR O QUE ROLOU NA ENTREVISTA COM A VOZ INDÍGENA

Valeria Cunha é uma voz pelos povos indígenas e cresce a cada dia como liderança em todas as áreas de sua vida, inclusive nas redes sociais trazendo a beleza, o manifesto e a cultura dos povos indígenas para o público. Pertencente à família Pataxó. 

Vem conferir: 


Guilherme Dias: Querida, me conta sobre este olhar histórico aos povos indígenas (do meu sangue e o seu) no decorrer da nossa construção anti democrática:

Valeria Pataxó: Nosso povo indígena é conhecido como um povo sofredor, por tantos ataques desde da época da colonização e por este motivo somos em grande partes divididas em vários lugares
desse país, pois os nossos anciões sempre estavam em busca de um lugar seguro para a família,mas na verdade nunca existiu esse
lugar, infelizmente.


Guilherme Dias: O aumento no desmatamento neste meio do ano já é o maior em 10 anos comparado aos mesmos períodos. Como reforçar o aprendizado para a preservação ambiental e a luta dos nossos povos originários ?

Valeria Pataxó: Somos seres humanos que nascemos com o aprendizado de buscar na natureza tudo o que precisamos com todo cuidado e preservando lara que aquilo nunca vem a se acabar. Por sermos a criação da nossa imãkã Tanara(mãe natureza), o nosso meio de sobrevivência é vinda dela e por está ocupando esse lugar.
Infelizmente nos deparamos com vários desmatamentos vindos de grandes industrias (agro) onde só visam o dinheiro e que vem através dessa destruição.

Por sermos guardiões da floresta queremos que isso pare! 
Como todos sabem sem a Imākā Tanara não sobrevivermos, sem contar que levamos nome de selvagem por morar a mata, mas os verdadeiros selvagens são quem as destrói !
Por isso não é válido ressaltar nomes de terceiros, pois só querem a destruição, não são dignos do nosso respeito e para eles (chefes executivos e ministério ambiental brasileiro) não prestamos. Mas somos nós que estamos dando o peito e batendo o pé no chão para o bem e a proteção da nossa mãe terra, é nós os burralhões que pensamos no hoje e futuro de todos, tentando impedir esse genocídio.

Buscamos a nossa paz e só queremos respeito, para prevalecer o nosso direito de vida ao qual possamos viver sem ter que pensar em nos unir para mais uma luta, e sim se unir para uma boa causa,como fazemos para o nosso awê que nos traz paz e tranquilidade. Com uma conexão maior com a imākā Tanara.
Diferente da cabeça, a oca é ôca e o índio gente, e não indigente !


Redes sociais: @valeria.cunhav

Blog Guilherme Dias

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