REDAÇÃO: OS PROTESTOS E A INDÚSTRIA TÊXTIL DA MODA

Se acirra em mais um dia os protestos após a brutalidade da polícia branca dos EUA  que assassinou George Floyd.
São mais de 75 cidades + os milhões de protestos nas redes sociais como Twitter e Instagram. 
A cadeia da moda junto com estilistas, organizações e influenciadores se mobilizam nas redes sociais com doações de máscaras, alimentos e a campanha #blacklivesmetters que em português significa #vidasnegrasimportam; através de montagens, vídeos e artigos de imprensa.






O sul dos EUA que na sua história foi um dos maiores produtores de algodão pela mão de obra escrava se vê imponente mais uma vez mediante a discriminação racial.
A indústria da moda americana que em sua história desde a liberação da OMC (Organização Mundial do Comércio) para o livre comércio sem taxação de alíquotas para comércios internacionais em 2005 pelo ATC (Acordo de Têxteis e Vestuário), abriu diversos setores trabalhistas na indústria da moda com má remuneração e péssimas condições trabalhistas para as populações vulneráveis e pretas que se viam obrigadas a aceitar estas condições para o sustento. Cá outro regresso para com a população preta!


Por vez, a Casa Branca está toda esvidraçada durante os protestos e se viu a beira de um chefe executivo (Donald Trump) que se preocupa apenas com as suas campanhas eleitorais daqui cinco meses e a criminalização de ativistas negros.




Em contrapartida organizações da moda como a CFDA (Council of Fashion Designers of America) encaminhou uma medida provisória ao congresso americano exigindo melhores condições com relação ao auxílio emergencial para os designers e figuras da moda.


Em meio a todo este regresso e o clima se esquentando no mundo inteiro não só no Brasil, as autoridades de moda junto aos artistas se mobilizam exigindo liberdade de imprensa e melhores condições trabalhistas para uma cadeia têxtil que degrada ano após ano ainda mais o meio ambiente e patrimônios mundiais como a Amazônia, destruindo vidas e submetendo milhares de famílias ao trabalho análogo escravo.

São centenas de pautas apresentada nas passarelas e comerciais sobre representatividade, inclusão e  sustentabilidade para com um cenário que responde contrariamente irônico.
E a pergunta que não se cala é: "serão mais, 500 anos para tudo isso mudar?" 





Blog Guilherme Dias

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