A INFLUÊNCIA DO MIRITI NA MODA. ARTE BRASILEIRA

O Miriti, que caí de sua palmeira no Pará e percorre permeando as raízes culturais da nossa brasilidade com seu fruto que gera vida alimentar, festivas sarais e peças artesanais.


Às marges dos Iguapés até os urbanizados paulistas, a fruta que trouxe consigo a sua cultura tropicalizada de Abaetetuba para os pincéis artísticos, vertebrando uma nova técnica artística com seu rico cordel encantado, contado aos brando retratos, coloridos e passados do ancestrais sazonais do nosso sertão bem presentes nos quadros de Tarsila do Amaral e Clóvis de Júnior.



Dos cuxixo cumpádi até os minino maí serelepe que cabrito malino, vixê terrinha catirina que nos encantos pegou foi toda cambada. Cultura dessas num pódi alisá coro di macaco, má num alisa pra sinhô nenhum !

Tombém chegaste neste cumaceiro chamado moda. Com suas cores terrosas e os tons doces das rodas de cantigas. Prás cumadre que quére ser chique, é chamado de "Candy Colors".
Vale se atiçar o resgate cultural presente nas passarelas brasileiras de Ronaldo Fraga em 2014 no SPFW ou Jorge Feitosa na Casa de Criadores última edição de 2019.







Peças atemporais desde trazidas das savanas brasileiras, tens a sua tradição cultivada por séculos como a sua estamparia tropical, as brotos desenhados na cerâmica, as cores alaranjadas, cabreiras do couriço do capitão Lampião, Severino e o chumbo de Padim Padre Cícero.
As meias de crochê bordadas pelas rezadeiras que firme ata-lá seus terços nos punhos, e até bolsas de ombro que neste tempo eram chamadas de bornal.






Du seu fruto marronzin, pá cria palha, madeira pros brinquedos das pestes letreira (filhos/crianças) ou tombém pôde ser a fibra, pá fazer rede pôs dorminhoco véi cabreiro.

De fato é uma cultura muito rica que não pode ser perdida, desde suas dialéticas às criações artísticas. Com sua fibra para fazer balaios, vinhos, brinquedos, protetor solar, objetos de cerâmica e até peças de roupas.
Tão presente na casa de muitas vovós como o dono deste artigo. Carregando a cultura festiva, as bandeiras juninas e as rodas maluvidas.






@jorgefeitosa.jf
@fragaronaldo

@spfw
@casadecriadores
@blogguilhermedias

Blog Guilherme Dias

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